Várzea Alegre pede socorro: Moradores denunciam colapso nos serviços e criticam 'estratégia do silêncio' da Prefeitura
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Várzea Alegre pede socorro: Moradores denunciam colapso nos serviços e criticam 'estratégia do silêncio' da Prefeitura

05 de fevereiro de 2026 | Por Equipe emguapi

“Abandono, descaso e sofrimento”. Foi esse o cenário encontrado pela equipe de reportagem do @pc_reporter ao retornar ao bairro Várzea Alegre após quatro anos. Em uma entrada ao vivo, debaixo de chuva, as imagens que viralizaram nas redes sociais escancararam uma realidade dura que a população do Segundo Distrito enfrenta diariamente: o colapso da infraestrutura básica.

O vídeo mostrou casas alagadas, carros presos em atoleiros misturados com esgoto a céu aberto, manilhas expostas e obras inacabadas. Um cenário de “guerra” que contradiz o discurso oficial.

Serviços essenciais travados

A situação das ruas chegou a um ponto crítico onde o direito de ir e vir foi suspenso pela lama. Segundo relatos apurados pelo repórter Gil Cigano e moradores locais, a inacessibilidade das vias já afeta serviços de vida ou morte:

  • Ambulâncias não conseguem chegar às casas dos pacientes.
  • Caminhões de lixo têm dificuldade para realizar a coleta, acumulando sujeira.
  • Ônibus evitam trechos pelo risco de atolamento.
  • Entregas de lojas de material de construção e comércios foram suspensas para a região.

Mapeamento do Caos

  • Rua Dona Fabiana: Moradores denunciam esgoto voltando para dentro das casas devido a galerias entupidas e falta de manutenção, aumentando o risco de infecções e doenças.
  • Rua Dona Nancy: Apesar da Taxa de Iluminação Pública ser cobrada na conta de luz, a via está às escuras com lâmpadas queimadas. À noite, moradores precisam desviar de buracos e esgoto sem visibilidade.

A estratégia do silêncio

A repercussão negativa das imagens gerou uma reação imediata — mas virtual — do Poder Executivo. Menos de cinco minutos após a viralização dos vídeos, a Prefeitura divulgou uma nota oficial.

Além disso, moradores notaram uma mudança na postura da prefeita nas redes sociais: o retorno ao uso frequente de Stories (publicações que somem em 24h e não permitem comentários públicos visíveis a todos). Para a comunidade, a atitude é vista como uma estratégia para evitar críticas e “abafar” a voz de quem vive no meio da lama.

“Promessas não resolvem enchente e nota oficial não substitui saneamento”, desabafou um morador nas redes sociais. A sensação geral em Várzea Alegre é de que, enquanto a festa e o “oba-oba” acontecem no centro ou nas redes, o bairro segue sem saúde, sem asfalto e sem respeito.

O emguapi.com reforça: Guapimirim não é palco, é cidade. E Várzea Alegre merece respeito. O espaço segue aberto para que a Prefeitura apresente um cronograma real de obras para a região.


Com informações de Gil Cigano, PC Reporter e denúncias de seguidores.

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